
Cerca de metade das gravidezes inesperadas acontece em mulheres que usam contracepção, segundo estudos internacionais citados pela ginecologista Fátima Palma, que hoje explica as vantagens de métodos de longa duração.
A médica fala no debate «Os Contraceptivos e Eu», que ocorre no âmbito de uma campanha sobre contracepção realizada pela Associação de Planeamento para a Família (APF).
No âmbito da mesma campanha estão planeadas sessões de esclarecimento nas sedes regionais da APF e distribuição de preservativos femininos nos festivais de Verão, bem como anúncios sobre os dispositivos intra-uterinos (DIU e SIU) nas caixas multibancos.
À Lusa, Fátima Palma sublinhou que os estudos da Organização Mundial de Saúde revelam "uma percentagem importante das falhas dos métodos contraceptivos".
Num estudo da APF de 2006 referia-se que uma em cada cinco portuguesas que abortavam utilizavam métodos anticoncepcionais, lembrou Duarte Vilar, Director Executivo da APF.
A médica da Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa) referiu que muitas mulheres desconhecem outras opções de contracepção além da pílula e lembrou que há mitos sobre os métodos de longa duração, como "serem menos eficazes e só poderem ser colocados em mulheres que tiveram filhos".
Para a mesma fonte, a vantagem de métodos como os dispositivos de cobre aumenta a eficácia do planeamento, aproximando-se dos "valores ideais", já que são independentes da toma e consequentemente dos esquecimentos. Também não terem estrogénos ou hormonas é uma vantagem para mulheres que tenham contra-indicações.
A eficácia da pílula "no papel" é de 99 por cento, mas na realidade o risco, em geral, ao longo do ano de as mulheres engravidarem é de oito por cento, acrescentou ainda.
Duarte Vilar referiu ainda a "percentagem significativa de mulheres com esquecimentos frequentes, que se esquece de tomar a pílula pelo menos uma vez por ciclo" e adiantou que ainda há desconhecimento sobre interacções medicamentosas, como os antibióticos que retiram o efeito da pílula.
Duarte Vilar e outra médica da Maternidade Alfredo da Costa, Maria José Alves, lembraram também que "deslocações ou acidentes" com dispositivos intra-uterinos deram origem a gravidezes não planeadas ou indesejadas.
Apesar de menos frequente, a laqueação de trompas também não é totalmente eficaz e Maria José Alves descreveu um caso de uma gravidez depois de o homem ter sido sujeito a uma vasectomia, por o casal desconhecer que o efeito não era imediato.
Sobre os preservativos femininos, que a APF começa oficialmente a distribuir sábado nos Festivais de Verão, Fátima Palma refere que o elevado preço foi um dos factores da fraca aceitação deste método.
A médica sublinhou que com este método a mulher passa a ter disponível mais uma forma de prevenir as infecções transmitidas sexualmente. Lusa
A médica fala no debate «Os Contraceptivos e Eu», que ocorre no âmbito de uma campanha sobre contracepção realizada pela Associação de Planeamento para a Família (APF).
No âmbito da mesma campanha estão planeadas sessões de esclarecimento nas sedes regionais da APF e distribuição de preservativos femininos nos festivais de Verão, bem como anúncios sobre os dispositivos intra-uterinos (DIU e SIU) nas caixas multibancos.
À Lusa, Fátima Palma sublinhou que os estudos da Organização Mundial de Saúde revelam "uma percentagem importante das falhas dos métodos contraceptivos".
Num estudo da APF de 2006 referia-se que uma em cada cinco portuguesas que abortavam utilizavam métodos anticoncepcionais, lembrou Duarte Vilar, Director Executivo da APF.
A médica da Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa) referiu que muitas mulheres desconhecem outras opções de contracepção além da pílula e lembrou que há mitos sobre os métodos de longa duração, como "serem menos eficazes e só poderem ser colocados em mulheres que tiveram filhos".
Para a mesma fonte, a vantagem de métodos como os dispositivos de cobre aumenta a eficácia do planeamento, aproximando-se dos "valores ideais", já que são independentes da toma e consequentemente dos esquecimentos. Também não terem estrogénos ou hormonas é uma vantagem para mulheres que tenham contra-indicações.
A eficácia da pílula "no papel" é de 99 por cento, mas na realidade o risco, em geral, ao longo do ano de as mulheres engravidarem é de oito por cento, acrescentou ainda.
Duarte Vilar referiu ainda a "percentagem significativa de mulheres com esquecimentos frequentes, que se esquece de tomar a pílula pelo menos uma vez por ciclo" e adiantou que ainda há desconhecimento sobre interacções medicamentosas, como os antibióticos que retiram o efeito da pílula.
Duarte Vilar e outra médica da Maternidade Alfredo da Costa, Maria José Alves, lembraram também que "deslocações ou acidentes" com dispositivos intra-uterinos deram origem a gravidezes não planeadas ou indesejadas.
Apesar de menos frequente, a laqueação de trompas também não é totalmente eficaz e Maria José Alves descreveu um caso de uma gravidez depois de o homem ter sido sujeito a uma vasectomia, por o casal desconhecer que o efeito não era imediato.
Sobre os preservativos femininos, que a APF começa oficialmente a distribuir sábado nos Festivais de Verão, Fátima Palma refere que o elevado preço foi um dos factores da fraca aceitação deste método.
A médica sublinhou que com este método a mulher passa a ter disponível mais uma forma de prevenir as infecções transmitidas sexualmente. Lusa
1 comentário:
Torna-se fundamental apostar nas eficientes consultas de planeamento familiar e não resumir o funcionamento destas à entrega de métodos contraceptivos. O enfermeiro não deve resumir a sua intervenção a esta atitude passiva, mas sim assumir um papel-chave, activo na educação para a saúde a nível do aconselhamento pré-concepcional, facilitando o acesso às consultas e promovendo o esclarecimento das mulheres/casais sobre a sua existência e importância. Trabalhem um turno num serviço de urgência obstétrica/ginecológica e terão consciência desta problemática e como é fulcral intervir ao nível da prevenção primária. Partilham da mesma opinião?
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