terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia do Enfermeiro 12 de Maio







Esta data motiva estas palavras, não porque se comemore o dia em que Ricardo I de Inglaterra se casou com Berengária de Navarra (1191), ou César Peixoto (jogador do Benfica) tenha nascido (1980), ou João Paulo II tenha escapado ao atentado em Portugal (1982), mas sim porque em 1820 nasceu a britânica Florence Nightingale. Foi esse o motivo que levou a ser fixado o dia Internacional do Enfermeiro nesta posição do calendário.
Florence Nightingale é conhecida não só por se destacar nos cuidados aos soldados feridos na guerra da Criméia, como também na prestação de cuidados de saúde aos pobres e indignos do seu país. Foi ela que fundando a Escola de Enfermagem do Hospital St. Thomas lançou as bases do ensino dos primeiros Enfermeiros diplomados.
Gostaria pois, neste dia, de saudar todos os profissionais de Enfermagem que por esse país e mundo fora vão exercendo essa arte de cuidar do próximo.
Mas agora também outros problemas se nos deparam.
Nunca vi esta classe tão descontente, tão desmotivada, tão desprotegida e tão pouco reconhecida.
Está na altura da mudança. E esta mudança tem que começar pela imagem que se faz transparecer para a opinião pública. Tem de se cortar definitivamente com a simples/limitativa e "atrasada" imagem da seringa e da agulha, ou do "Quepe" em Enfermeiras mais ou menos sensuais. Tem que se perceber que na actual realidade, os Enfermeiros já não são empregados e meros executantes cegos das directivas de alguns.
De acordo com o DR - 1ªsérie - nº184 de 22 de Setembro de 2009, a Enfermagem é considerada uma profissão de Grau 3 de Complexidade Funcional, tendo corpo cientifico próprio e um arbítrio de saberes e actividades que mais ninguém tem, nem pode opinar sobre.
Se perante a lei da oferta e da procura somos chacinados no mercado de trabalho, temos que tomar uma atitude e não cruzar os braços.
Será difícil que os 59.745 Enfermeiros do nosso país (membros da Ordem dos Enfermeiros – números oficiais a 31/12/2009) falem a uma só voz. No entanto, temos que ter a noção que, enquanto não nos enaltecermos e comportarmos de maneira digna, não teremos o respeito da opinião pública, logo, não alcançaremos o que nos é merecido.
Reforçando esta ideia deixo-vos com duas transcrições do Diário da República (decreto-lei nº248/2009 de 22 de Setembro) sobre a Carreira de Enfermagem:
Natureza do nível habilitacional: "… dotada de igual nível de dignidade e autoridade de exercício profissional."
Deveres funcionais: "… exercer a sua profissão com autonomia técnica e cientifica…" Rui Cavaleiro

4 comentários:

Renato disse...

HABEMOS INFERMIERI!!
MUITO BEM e grande perspectiva.
SAudações

enf@ disse...

Unidos cresceremos!

Anónimo disse...

Forçaaaaa Enfermeiros pela Enfermagem voces vão conseguir dar um novo rumo a esta enfermagem portuguesa perdida e desmotivada....

Anónimo disse...

Caro colega:

É com satisfação que verifico que alguem fala as verdades.....
Sou enfermeiro á 15 anos e nunca vi a minha profissão tão menosprezada como hoje.
São imensos os testemunhos de enfermeiros que mendigam 3 ou 4 euros por cada hora trabalhada.
Será que a população em geral não vê que esta situação é impossivel de aguentar???
Não vamos ter dinheiro para nos actualizarmos, não vamos poder ter uma vida digna de uma profissão necessária para qualquer sociedade contemporanea.
Deixam os novos Hospitais privados levar os profissionais á exaustão e ao minimo sinal de cansaço é só despedir pois existem mais algumas centenas de enfermeiros á porta em busca de uma oportunidade.
Condeno tambem a quantidade profudamente exagerada de escolas de enfermagem que deixaram abrir sem qualquer criterio de qualidade. São fabricas de enfermeiros para o desemprego.
Um abraço para todos.