terça-feira, 23 de junho de 2009

Células fazem Orgáos: nova esperança a caminho


Fazer um coração novo depois de um enfarte do miocárdio poderá ser uma realidade dentro de 15 anos graças à utilização das células estaminais. Mas também um fígado de um doente alcoólico ou os ossos de uma pessoa com osteoporose podem ser reconstruídos a partir destas células. Cenários que quase se confundem com ficção científica foram apresentados no congresso internacional ‘Células Estaminais em Biotecnologia e Saúde’, que terminou ontem, no Biocant Park, em Cantanhede.
"Daqui a sete anos alguns tratamentos já serão uma realidade, e daqui a 15 vai haver coisas incríveis", afirmou Rui Reis, presidente da assembleia geral da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular (SPECE-TC), falando na criação de "órgãos inteiros, como fígados e rins, em laboratório" e na "reconstrução de ossos ou de uma mama afectada pelo cancro".
Queimaduras graves, problemas cardíacos complicados, doenças incuráveis como Alzheimer, Parkinson ou a diabetes crónica são outras das doenças em que as células estaminais - que podem ser retiradas do sangue do cordão umbilical, do líquido amniótico ou até da gordura – podem ser aplicadas.
Considerando que esta é uma área de investigação "apelativa", Rui Reis salienta que há uma comunidade "do melhor que existe no Mundo" a trabalhar para que as células estaminais tenham "impacto na saúde e na qualidade de vida das pessoas". Por isso, o investigador da Universidade do Minho, que trabalha em medicina regenerativa e está a fazer testes de reconstrução óssea em animais, defende que "faz todo o sentido" investir na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical. CM

1 comentário:

Enfermeiro disse...

Em frente...é o progresso !